Manejo do comportamento suicida é assunto em entrevista

Dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, data que faz parte de uma campanha que acontece ao longo de todo o mês, em todos os anos desde 2014: o Setembro Amarelo.

A campanha tem como objetivo a prevenção para a redução dos números de suicídio. A iniciativa chega em seu oitavo ano, trazendo um novo tema: “A vida é a melhor escolha”.

Dia 14/09, o Dr. Frankswell Moura, psiquiatra e membro do Departamento de Saúde Mental da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no de RN, participou de entrevista na FM 92,5 – Nordeste Evangélica com o apresentador Gerson Câmara – e produção da jornalista Sandra Cerqueira – no programa Feliz com Jesus, e explorou o assunto.

 

ABAIXO, você pode ESCUTAR A ENTREVISTA COMPLETA:

 

Caso deseje ler, abaixo as perguntas e respostas feitas no momento:

 

GERSON CÂMARA/ENTREVISTADOR: No Brasil, os registros de casos de suicídio se aproximam de 14 mil por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia. Disseminar conteúdos e campanhas de orientação para a população, seria uma alternativa essencial para ajudar na redução desses números?

FRANKSWELL MOURA/ENTREVISTADO: Sim, campanhas que encarem o suicídio como um grave problema de saúde pública e que contribuam para diminuir o estigma em saúde mental são muito bem-vindas. É muito importante que as pessoas entendam que o comportamento suicida é resultante de adoecimento mental e que isso tem tratamento. Essa compreensão favorece que o indivíduo receba ajuda e possa melhorar, evitando assim um desfecho trágico.

 

ENTREVISTADOR: Existe alguma faixa etária com maior incidência de casos de suicídio?

ENTREVISTADO: As faixas etárias de 15-29 anos e acima de 65 anos são as mais atingidas.

 

 

ENTREVISTADOR: É possível determinar um perfil de quem tem tendência a cometer o suicídio?

ENTREVISTADO: Todo indivíduo que padece de um transtorno mental tem risco aumentado de cometer suicídio. Por isso, é muito importante que o indivíduo em sofrimento psíquico possa receber adequado acolhimento e tratamento. Além disso, é comum que o indivíduo manifeste ideias de morte associadas a percepções de ruína e desesperança, antes de apresentar comportamento suicida, o qual pode estar associado a eventos negativos como perda de familiares, fracasso em um relacionamento, perda de emprego, doenças/limitações físicas, abuso de drogas/álcool e histórico de ter sido vítima de abuso na infância, por exemplo.

 

 

ENTREVISTADOR: Toda pessoa que comete suicídio tem, necessariamente, algum transtorno mental?

ENTREVISTADO: Há importantes estudos de revisão que apontam que mais de 83% das pessoas que cometem suicídio já tinham recebido diagnóstico psiquiátrico. É importante salientar que ainda há muitas pessoas que não tem acesso a diagnóstico e tratamento em saúde mental. Portanto, considera-se que a porcentagem real seja maior. Na prática, comportamento suicida é sinônimo de grave adoecimento mental.

 

 

ENTREVISTADOR: Existem diferentes tipos de depressão? Todos eles podem desencadear o suicídio?

ENTREVISTADO: Sim, existem diferentes tipos de transtorno mental e todos eles aumentam a chance do indivíduo experimentar ideias suicidas. Os transtornos mentais mais associados ao suicídio são: depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e transtorno de personalidade.

 

 

ENTREVISTADOR: Como é possível se livrar de um pensamento suicida?

ENTREVISTADO: O comportamento suicida pode desaparecer após adequado acolhimento e tratamento em saúde mental. São primordiais suporte médico e psicológico, bem como apoio social, religioso e familiar.

 

 

ENTREVISTADOR: O suicídio é uma ocorrência previsível? Como perceber se há risco de uma pessoa cometer suicídio? Quais são os principais indicadores?

ENTREVISTADO: É difícil prever o suicídio, mas alguns fatores estão associados a maior risco: sexo masculino, sentimentos de desesperança, idade avançada, doenças crônicas incapacitantes, eventos adversos na infância, história familiar de suicídio, solidão e problemas sociais.

 

 

ENTREVISTADOR: O que fazer se uma pessoa ameaça se suicidar? Quais medidas podem ser adotadas?

ENTREVISTADO: Supervisão contínua, afastar meios que possam ser utilizados para o suicídio (medicamentos, venenos, lâminas, cordas), chamar o serviço de atendimento de urgência (SAMU 192) e encaminhar para a avaliação médica e psicológica.

 

 

ENTREVISTADOR: A saúde mental pode ser uma doença e deve ser tratada como qualquer outra. Como e onde procurar ajuda? – Como o Departamento de Saúde Mental da IEADERN atua na assistência e encaminhamento com relação a saúde mental? Quais os canais de acesso?

ENTREVISTADO: O DESAM se propõe a realizar o acolhimento de membros da IEADERN que estejam passando por sofrimento mental, encaminhando para tratamento na rede pública ou privada, quando se faz necessário. O DESAM também realiza um trabalho educativo em saúde mental, através de um cronograma de palestras nos templos da IEADERN. Tanto o acolhimento quanto as palestras podem ser solicitadas por meio da página do DESAM no site da IEADERN: www.ieadern.org.br/desam

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